| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Tyrannides |
| Wetmore & Miller, 1926 | |
| Parvordem: | Tyrannida |
| Família: | Tyrannidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Tyranninae |
| Vigors, 1825 | |
| Espécie: | C. trivirgatus |
O bem-te-vi-pequeno é uma ave passeriforme da família Tyrannidae.
Seu nome científico significa: do (grego) könöps, könöpos = mosquito; e piazö = que aproveita, aproveitador; e do (latim) tri = três; e virgatus, virga = listrado, lista, faixa. ⇒ Papa-moscas com três listas.
Mede de 13,5 centímetros de comprimento (subespécie berlepschi) a 14,5 centímetros de comprimento (subespéci trivirgatus). É a menor espécie do gênero. O que o diferencia de outras espécies de bem-te-vis é principalmente a ausência de penas brancas na parte anterior do pescoço. Muito semelhante ao bem-te-vi-da-copa (Conopias parvus), porém sem o amarelo no píleo.
Possui duas subespécies:
(Clements checklist, 2014).
A subespécie berlepschi, menor e com algumas outras diferenças morfológicas, ocorre de forma disjunta na Amazônia central brasileira, além de pontos isolados na Venezuela, Equador, Peru e Bolívia. Esta subespécie possivelmente trata-se de táxon independente.
Muito ativo nas copas, onde alimenta-se de insetos. Sempre em pequenos grupos ou pares, costumam seguir bandos mistos, embora também forrageiem em grupos monoespecíficos. Pousam de forma conspícua na folhagem verde do alto das árvores. Capturam suas presas com voos curtos.
Nidifica em ocos de pica-paus e cavidades naturais das árvores. Pode agir agressivamente com outras aves na competição por cavidades adequadas, como já foi observado com o bem-te-vi-rajado (Myiodynastes maculatus). No Sudeste a reprodução ocorre na primavera/começo do verão.
Ave essencialmente florestal, frequenta as copas de árvores em matas úmidas primárias, secundárias e também as bordas e matas de várzea na Amazônia. Mais comum em altitudes do nível do mar até cerca de 500 ou 600 metros. Na Venezuela, porém, já foi observado até 950 metros.
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: